domingo, 4 de dezembro de 2016

CORREIO DO MINHO 02.12.2016





BREVE NARRATIVA DO ENCONTRO


2016 – Dezembro – 01

XIV CONVÍVIO

Tal como estava preparado, neste primeiro dia do mês de Dezembro (dia recordativo da Restauração da Independência de Portugal) realizámos o nosso XIV CONVIVIO. A exemplo dos anteriores se saldou numa confraternização absoluta, entre camaradas que viveram a sua vida militar no Regimento de Infantaria n.º 8 e no Distrito de Recrutamento Militar nº 8 na década de 60 e princípios dos anos 70.

Mais uma vez o encontro proporcionou a todos os comensais momentos de convívio, de partilha, de memórias e de boa disposição.

Fez parte do programa a Eucaristia (celebrada na Igreja do Convento de Tibães), a visita ao Mosteiro de Tibães, além do almoço convívio no “Abadia d’Este”.

Eram 10H30 (hora do encontro) e estávamos junto ao Mosteiro de Tibães, uma obra-prima do Museu do Barroco em Braga. É um símbolo ímpar do nosso património cultural e é incontornável quando nos reportarmos à História da Igreja em Portugal e à História da Ordem beneditina no País e na Europa.

E o ato litúrgico foi praticado nesta belíssima Igreja do Mosteiro de S. Martinho de Tibães e foi celebrado pelo Frei Bruno Peixoto (Ordem Franciscana).

No final da Eucaristia fomos visitar o interior do Mosteiro. Este é um edifício de rara beleza, com uma grande extensão de jardins, que outrora esteve em processo de degradação contínua, mas que recentemente foi restaurado e serve agora como local de alojamento e restaurante, além de possuir salas de exposição, reuniões e congressos.

Quem nos orientou na visita foi o Historiador Dr. Paulo Peixoto (*).

Eram 13h30, terminada a visita, dirigimo-nos para as nossas viaturas com destino ao Restaurante Abadia d’Este onde nos esperava voluptuosa refeição… um COZIDO À PORTUGUESA.

E pelas 16h30 lá íamos saindo, despedindo-nos uns dos outros, desejando um Natal Feliz, em Família, que 2017 seja um ano próspero e com um novo convívio no próximo 1 de dezembro.
Ver foto galeria do encontro.
01.12.2016 - Luís Massa



(*) Paulo João da Cunha Oliveira Licenciou-se em História, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 1986.
Foi professor provisório do ensino preparatório e secundário entre 1986 e 1992.Desde 1992 exerce as funções de técnico superior do Mosteiro de S. Martinho de Tibães/IPPAR.
Frequentou entre 1994 e 1996 o Curso de Pós-Graduação em Museologia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Proferiu variadas comunicações em colóquios e congressos e tem diversos artigos publicados que incidem, essencialmente, sobre o Mosteiro de Tibães e a Congregação Beneditina.
Frequentou o Curso de Mestrado em História Contemporânea, área de Igreja e Sociedade, no Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, concluindo-o em Janeiro de 2004 com a defesa da tese de Mestrado: A Congregação Beneditina Portuguesa no Percurso para a Extinção (1800-1834), sob a orientação do Doutor José Amadeu Coelho Dias (Fr. Geraldo O. S. B.).




CURIOSIDADES E HISTORIA




Curiosidades e História

O Mosteiro de São Martinho de Tibães foi fundado na segunda metade do século XI e recebeu Carta de Couto em 1110 por D. Henrique e D. Teresa.

Ao longo da Baixa Idade Média o Mosteiro tornou-se detentor de um vasto património.

Recebeu obras de ampliação entre 1530 e 1550 por ação do abade Comendatário D. António de Sá.

Em 1567 transformou-se na Casa-Mãe da Congregação de São Bento em Portugal e no Brasil e na primeira metade do século XVII, dada a decadência das antigas construções e o afluxo de meios proporcionados pela Congregação, deu-se início à grande campanha de que resultou o conjunto que hoje existe.

Começando pela igreja, erigida entre 1628 e 1661, no local do templo românico, reorganizou-se o Claustro do Refeitório e construi-se o Claustro do Cemitério.

Até 1700 levantaram-se as alas conventuais, que incluíam Portaria, Recibo, Dormitório, Hospedaria, Sala do Capítulo e a Livraria.




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A igreja é um dos templos mais grandiosos do país e um dos maiores marcos da arte barroca. O início das obras filia-se ainda numa corrente maneirista, mas o Barroco haveria de triunfar nas numerosas obras desenvolvidas ao longo da segunda metade do século XVII e todo o século XVIII transformando-se num dos maiores e mais importantes conjuntos monásticos beneditinos e num lugar de exceção do pensamento e arte portugueses. Nela trabalharam arquitetos como Manuel Álvares e André Soares, e o estaleiro do Mosteiro foi mesmo um centro de aprendizagem de onde irradiaram mestres, escultores e imaginários para todo o Norte do país.

Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944.

Já no século XIX, devido à extinção das ordens religiosas em Portugal (1833-1834), o Mosteiro de S. Martinho de Tibães acabou por ser encerrado, começando os seus bens, móveis e imóveis, a ser vendidos em hasta pública. Este processo de despojo termina apenas no ano de 1864, quando o próprio edifício acaba por ser vendido. O Mosteiro de Tibães e toda sua cerca de 40 he, tiverem um uso predominantemente agrícola, mantendo-se a igreja e o claustro em uso paroquial.

Em 1894, um incêndio destruiu o claustro do refeitório, refeitório e o capítulo e dormitórios conventuais.

Mais tarde, principalmente a partir de 1970, o Mosteiro começou a assistir à delapidação dos seus bens e ao seu abandono.

O progressivo abandono a que esteve sujeito fez alastrar a ruína para as áreas do antigo coristado e noviciado, cozinhas, fornos e adegas.

Em 1986 passou para propriedade do Estado.

Desde então iniciou-se o processo de recuperação do espólio.

Pelas suas características singulares, o mosteiro foi o palco escolhido para a XXIII Cimeira Ibérica que se realizou nos dias 18 e 19 de Janeiro de 2008.

Após um investimento de 15 milhões de Euros, desde novembro de 2009 uma comunidade da família missionária internacional "Donum Dei", do grupo das Trabalhadoras da Imaculada, pertencente à Ordem Carmelita, está instalada numa ala do mosteiro.

Em 11 de fevereiro de 2010, abriu ao público uma hospedaria com 9 quartos, e o restaurante "Eau Vive de Tibães", com capacidade de 50 pessoas.

Em 21 de janeiro de 2015, a Assembleia da República recomendou ao Governo que classifique o Mosteiro de Tibães como monumento nacional




O MUSEU DO MOSTEIRO


O MUSEU DO MOSTEIRO

Ao longo de sua história, e dada a sua importância no Império Português, o mosteiro reuniu o maior e mais valioso espólio da região. Nele se destacavam desde a pintura, a escultura e a arte sacra, a uma vasta coleção de livros sobre variados temas. Após a alienação do imóvel, em 1834, a maior parte do espólio foi perdido.

O atual museu conserva apenas um fragmento desse espólio, ao qual se somam novas peças relacionadas com a história do mosteiro e a congregação Beneditina. É ainda possível percorrer o "Percurso Museológico", onde se aprecia a área envolvente ao Mosteiro, a sua arquitetura, as ruínas de edifícios anteriores, a mata, os jardins, e diversos campos agrícolas como hortos, pomares, e milheirais.

OBRA-PRIMA DO MUSEU DO BARROCO EM BRAGA


BREVE HISTÓRIA DO MOSTEIRO DE S. MARTINHO DE TIBÃES



OBRA-PRIMA DO MUSEU DO BARROCO EM BRAGA



Localiza-se a seis quilómetros a noroeste da cidade de Braga, na margem esquerda do Rio Cavado.

É um símbolo ímpar do nosso património cultural e é incontornável quando nos reportarmos à História da Igreja em Portugal e à História da Ordem beneditina no País e na Europa.

A Igreja do Mosteiro de Tibães é considerada um dos templos mais grandiosos de Portugal e a obra-prima do museu da arte barroca em Braga.



Gabriel de Sousa («O Mosteiro de Tibães cabeça da Congregação de S. Bento em Portugal», Ora et labora, XXVII, 1981, p. 87) admite que tenha existido uma «fundação, anterior de séculos, dum ascetério naqueles sítios, com a observância do monaquismo Hispânico, digamos, até, suévico».

O Monarca Suevo Teodomiro possuía junto das águas do Cávado, entre os lugares de Sobrado e Mire, um luxuoso Paço, onde costumava descansar, ausentando-se dos bulícios da corte de Braga.

Talvez, por isso, tenha agradado, ao Rei Teodomiro, a ideia do seu virtuoso capelão-mor, S. Martinho, de construir nas proximidades da Serra de S. Gens, um mosteiro, aí pelos anos de 562.

Sobre o exposto, não ficam dúvidas após da leitura de Frei Leão de S. Tomás, na sua Benedita Lusitana: «A uma légua da cidade de Braga, para o lado Norte, estiveram antigamente uns Paços e casas de prazer do Rei Teodomiro entre os grandes de Sobrado e Mire vizinhos ao Rio Cávado (...). Perto destes Paços do rei, em lugar mais alto e eminente à vista do mesmo rio, ficava um sítio retirado e solitário que a S. Martinho Dumiense pareceu muito acomodado, para nele se fundar um Mosteiro de Monges. (...) O rei como era tão pio mandou logo se edificasse e se dedicasse a S. Martinho Turunense, de quem era devotíssimo devoto...».

O Sucessor de Teodomiro, o Rei Suevo Ariamiro, conhecido por Miro abreviadamente, (Pinho Leal diz ser Adriano e Carvalho da Costa assevera ter sido Miro) enriqueceu-o com propriedades de grandíssimo valor: pois era soberano religioso e piedoso, a ponto de convocar para Braga, como sua corte que era, um concílio especial para reforma de abusos.

Alguns argumentos concorrem para confirmar a antiguidade deste mosteiro:

- a existência de uma lápide onde se encontra gravada a data de 600 da era de César (que corresponde à data de 562 D.C.);

- uma carta de Frei Drumário a Fr. Frontano ambos monges beneditinos, exarada por extenso num livro do Mosteiro de Pedroso, donde a copiara Fr. João do Apocalipse, menciona-se expressamente o Mosteiro de Tibães, entre os conventos fundados nos tempos de S. Martinho de Dume: «De fructu ventris sui (S. Martinho de Dume) possuerunt Deus et Sancttissimus Patter Noster Benedicttus, supra sedes suas, Monasterium scilicet Dumiense, Antoninum, Victorium, Tibanense, Villare, Vargense, Magnetense, Turris, Claudinum, Cabanense, Azerense, de quibus (sicut de l’ettri retibus) fas est dicere» - diz o aludido texto desta carta, escrita a 7 do mês de Outubro do ano de 591, ainda que em Fr. João do Apocalipse se lhe assinala a data de 571;

- o monge beneditino D. Bernardo, Bispo de Coimbra, na sua Vida de S. Geraldo, afirma que, para sepultura deste primeiro arcebispo bracarense, fora trazido à Sé Primaz um sepulcro de mármore, do mosteiro de Tibães, conservado ali em grande veneração desde tempos muito antigos, dando-se a tradição da vizinhança, como mandado construir para si pelo rei Suevo Miro, não obstante não chegar ao depois a sepultar-se nele: «Quod (sepulchro) à longis retro temporibus in tibianensi coenobio in magna reverentia servabatur».

O domínio árabe na península e todo o processo da reconquista causou estragos no mosteiro que, por essa razão, em 1060, D. Velasquides procedeu à sua reconstrução e, em seguida, D. Paio Guterres da Silva, em 1080, continua essa reedificação (Pereira-Caldas, O Constituinte, 1640), ainda hoje a tradição atribui o Paço de D. Paio Guterres à «Quinta de Silva», atrás do Monte de S. Gens, a uma distância de 3 Kms do mosteiro». O Conde D. Pedro chega a afirmar que a «fundação do mosteiro beneditino de TIbães se deve a D. Paio Guterres da Silva».

No Livro dos Testamentos da Sé de Braga, uma devota e nobre mulher declara doar, em 1077, a esta igreja matriz uma propriedade que tinha, designando-a como situada junto do rio Cávado, no local onde então se havia fundado o mosteiro de Tibães «Et est in loco prope alveum Cávatum, ubi modo fundatum est Monasterium Tibianes».

Aos três filhos de D. Paio Guterres concedeu o Conde D. Henrique amplo couto. No tempo de D. Dinis, os descendentes de D. Paio Guterres (cerca de 200) absorviam o melhor das rendas do mosteiro do qual eram padroeiros. Depois de 1480, o mosteiro ficou liberto desses encargos e passou a ser regido por comendatários.

Nos finais do século XI foi fundado o mosteiro românico, que recebeu em 1110 Carta de Couto, doada por D. Henrique e D.ª Teresa.

O século XVI, por causa do protestantismo e do consequente Concílio de Trento, o Mosteiro de Tibães experimentou uma tentativa de reforma. Desde 1530, se fazia sentir a acção reformadora e disciplinadora de dois monges beneditinos da Congregação de Castela, Fr. António de Sá e Fr. João Chanones. Fr. João de Sá era português, tinha professado em Montserrat e fora abade de S. Vicente de Salamanca. Em 1530 recebeu missão para reformar Tibães, Arnóia e Carvoeiro. Fr. João Chanones acompanhava-o como mestre dos noviços, preparando candidatos para a vida monástica. Em Tibães não houve resistência por parte dos monges.

Em Tibães, os monges reformaram-se e descobriram o apostolado e a cultura. Tibães seria o elo de ligação de todos os mosteiros beneditinos. Era a residência do Abade geral. Era ali que, de três em três anos, se reuniam os representantes dos 22 mosteiros da congregação para fazerem a provisão trienal dos cargos directivos e decidirem sobre os problemas da mesma.

Ultrapassada a crise religiosa dos sécs. XV e XVI, a escolha, em 1567, para “Casa-Mãe” da Congregação Beneditina de Portugal e do Brasil, por bula do Papa Pio V, datada de 22 de Julho de 1569, em cumprimento da qual foi a ordem de S. Bento reformada, torna o velho edificado românico gótico exíguo e inadequado às novas funções, evidenciando a necessidade de redimensionar o espaço de forma a responder às novas exigências temporais e espirituais.

A partir de 1569, com a tomada de posse do Mosteiro de Tibães por Fr. Pedro de Chaves, este convento tornava-se a Casa-Mãe de todos os mosteiros beneditinos.

Assim, na primeira metade do século XVII, deu-se início à grande campanha de reedificação e ampliação do mosteiro, da qual resultou o conjunto hoje existente. O início das obras filia-se ainda na corrente maneirista, mas o barroco e o rococó haveriam de triunfar nas alterações desenvolvidas nos finais do século XVII e ao longo de todo o século XVIII. Entretanto, vão-se decorando os espaços, originando um longo período de criação e riqueza que só terminará no princípio do Séc.XIX.

Por Tibães passaram os melhores artistas, com as mais variadas formações: mestres pedreiros, carpinteiros, arquitetos, imaginários, enxambradores, escultores, entalhadores, pintores e douradores, que realizaram, no Mosteiro, um trabalho que atingiu níveis superiores de requinte e perfeição técnica.

Todo o seu conjunto arquitetónico está classificado como Monumento Nacional pelo Decreto de 16-06-1910 e imóvel de interesse público pelo Decreto n.º 33587 de 27-03-1944. Este conjunto tem uma Zona Especial de Proteção fixada no Diário da República, 1.ª série, n.º 187.



Publicada por José Carlos Gonçalves Peixoto (blogue: HISTÓRIA POR UM CANUDO)

MOSTEIRO TIBÃES - PROCISSÃO EM ARTESANATO - 01.12.2016





REPORTAGEM FOTOGRÁFICA (C) 01.12.2106






























REPORTAGEM FOTOGRAFICA (B) 01.12.2016










































Natal está próximo!


Árvore de Natal


9.º CONVÍVIO - 1 DEZ 2011

Aí está!

Novo covívio se aproxima. E a novidade chegou através da seguinte informação:

“Amigo e Companheiro:

Como de costume aceita o abraço de pura e sincera amizade destes teimosos que insistem em não perder a vontade e teimosia de quererem juntar em convívio os Companheiros de anteriores presenças.

Como é habitual realizar-se-á no próximo dia 1 de Dezembro de 2011, mais um convívio que será o 9.º, a efectuar na QUINTA DA MACHADA (vidé mapa), sita no Lugar de Ferreiro, Freguesia de S, Julião de Passos….”

Pois é, o tempo passa e todos esperamos que este novo invento seja mais um salutar encontro de Companheiros, ex-militares do R.I. n.º 8 e D.R.M. 8.

O Programa:

Concentração é às 9H30, junto ao Museu D. Diogo de Sousa – Braga (como em 2010).

Missa às 10H00, na Capela S. Sebastião das Carvalheiras, em memória dos Companheiros que deixaram o n/ convívio.

VISITA GUIADA AO THEATRO CIRCO – BRAGA, pelas 11 horas.

ALMOÇO – QUINTA DA MACHADA – 13h30

A Ementa:

APERITIVOS: Rissois + Bolinhos de bacalhau + Croquetes de Vitela + Panadinhos de perú + Caprichos + Camarão + Presunto + Chouriça assada + Rojões + Tripas + Moelinhas + Broa caseira acompanhadas de várias bebidas de aperitivo.

QUENTES: Canja de galinha + Bacalhau recheado / Filetes de pescada e Vitela assada

SOBREMESAS: Mesa de doces e frutas

BAR: Whiski, licor Beirão, Croft, Gim, Martini, Refrigerantes, Vinhos Verde e Maduro (brancos ou tintos)

BOLO DE FESTA ACOMPANHADO DE ESPUMANTE

CAFÉ E DIGESTIVOS

Um abraço e… até o próximo dia 1.



Luís Massa ( Novembro de 2011)




9º CONVÍVIO - A (LOCAL ENCONTRO DE 2011) B (QUINTA DA MACHADA)

TELA DE CENA

TELA DE CENA
THEATRO CIRCO

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE O THEATRO CIRCO

Estávamos em 1906 e a cidade de Braga, como o resto do País, assiste a um grande desenvolvimento teatral. O então Presidente da Câmara Municipal de Braga (Artur José Soares), conduziu um grupo de bracarenses a idealizar um teatro muito maior, o THEATRO CIRCO, para assim satisfazerem a necessidade da cidade. Na data a cidade possuia uma pequena sala de teatro (teatro São Geraldo) que se localizava precisamente onde hoje fica o Banco de Portugal. Construído o Theatro Circo o velho Teatro São Geraldo é vendido ao Banco de Portugal, que aí edificaria mais tarde a atual delegação. O Theatro Circo foi projetado pelo Arq. Moura Coutinho e inaugurado em 21 de Abril de 1915. Moura Coutinho que também projetou os edifícios do Banco de Portugal. O Nosso Café, Asilo Conde Agrolongo e outros. No período compreendido entre 1918 e 1925 o Teatro assiste a grande espetáculos, como as óperas de Puccini, Aida, de Verdi e de muitos outros artistas. O Cinema sonoro chega na década de trinta e exibições de filmes, como os de Charles Chaplin e de Rudolfo Valentino levam ao declínio das artes do teatro.

8º CONVÍVIO - 1 DEZ 2010

2010/Dezembro/01

NOVO BANQUETE E SÁ CAMARADAGEM

É verdade … Novo convívio se alcançou com franca e saudável amizade. Esta confraternização anual, de velhos companheiros de armas, deixa ficar no ar sempre uma grata recordação, daqueles tempos idos dos quais todos temos grande benefício em os recordar.

O dia estava lindo, com um sol aberto nos agasalhando as faces e um céu com a sua cor perfeita, o azul celeste. Um dia perfeito para se celebrar o convívio.

Eram dez horas e pouco e já estava eu a tomar o pequeno-almoço no “Colinatrum – Café”, local de onde avistava a chegada dos Companheiros ao local do encontro, ali bem pertinho, no outro lado da Rua.

Para lá me dirigi, os cumprimentos e abraços da praxe e lá fomos todos para o interior do “Museu D. Diogo de Sousa”.

Acerca do Museu

O Museu Regional de Arqueologia D. Diogo de Sousa é um organismo público, dependente do Instituto dos Museus e da Conservação e do Ministério da Cultura definido na sua Lei orgânica como um museu regional de arqueologia.

O Museu foi criado em 1918, como museu de arqueologia e arte geral, como o objectivo de obstar à dispersão do património local até então na posse de particulares e outras instituições.

Em 1980, com a sua revitalização a missão do Museu foi redefinida como um organismo científico-cultural no âmbito disciplinar de arqueologia, passando a exercer as suas actividades básicas nos domínios do apoio à investigação, da museologia, da divulgação cultural, do apoio ao ensino e à defesa e preservação do património arqueológico regional.

História

O nome do Museu está associado ao arcebispo D. Diogo de Sousa (1461-1532), a quem se ficaram a dever importantes medidas de remodelação urbanística em Braga e o facto de ter reunido os testemunhos arqueológicos mais antigos desta cidade, até então dispersos.

Entre os séculos XVI e XIX registaram-se algumas iniciativas em prol da criação de um museu, mas só em 1918 surgiu o “Museu de História da Arte e Arqueologia”.

Mercê de circunstâncias adversas, o museu não teve um funcionamento regular até 1980, altura em que foi revitalizado, como Museu Regional de Arqueologia.

De então para cá tem desenvolvido a sua actividade no âmbito da preservação e divulgação do património arqueológico local e regional, tendo aberto ao público em Junho de 2007.

Dependente do Instituto dos Museus e da Conservação e do Ministério da Cultura, o Museu integra a Rede Portuguesa de Museus e ainda o conjunto de Museus do Eixo Atlântico.

O Edifício

As instalações do Museu foram projectadas para a zona arqueológica mais significativa e melhor preservada da cidade de Braga.

O projecto arquitectónico é da autoria de Carlos Guimarães e Luís Soares Carneiro e desenvolve-se em três corpos, articulados entre si – o sector técnico e de serviços, a cafetaria e a área destinada ao público. O sector técnico engloba um laboratório de restauro e demais sectores de actividade relacionados com o estudo e valorização das colecções, deste e de outros museus, na região.

O projecto da Loja, da Recepção e das Salas de Exposição Permanente é da autoria de Ana Leandro.

A área destinada ao público integra os espaços expositivos, um auditório, loja, biblioteca e serviço educativo.

Para além destes equipamentos o Museu possui amplos espaços exteriores ajardinados, de livre acesso ao público.

No auditório passaram um pequeno filme sobre as descobertas arqueológicas da Brácara Augusta. Terminado o mesmo fomos guiados para algumas salas onde se encontrava o espólio descoberto durante as escavações.

O tempo ia passando e, no conjunto do grupo, não avistava velhos companheiros como o Fernandes, o Guedes, o Pereira. Outros, que não os descubro desde o tempo da vida militar, e com os quais mantive saudável camaradagem e bem-querer, como o José Alberto Ferraz da Silva, o Ramos (de Lisboa), o Furriel Amorim (Arcos Valdevez), o Pereira (da Cónega/Braga) e outros.

Terminada a visita ao Museu D. Diogo de Sousa fomos para a Capela de São Sebastião das Carvalheiras, onde se celebraria missa.

Acerca da Capela

A actual Capela de São Sebastião das Carvalheiras começou a ser construída em 16 de Novembro de 1715, após ter sido demolida a antiga ermida. Ficou concluída em 18 de Janeiro de 1717 e foi inaugurada no dia 20 de Janeiro desse ano, pelo Arcebispo de Braga D. Rodrigo de Moura Teles.

A anterior ermida, com uma orientação oposta á actual, teria sido construída no ano de 1348, data da fundação da Confraria de São Sebastião. Governava em Portugal o Rei D. Afonso IV.

O Arcebispo D. Diogo de Sousa mandou fazer nela grande obra, como ladrilhar a Ermida, com degraus bem-feitos e um alpendre com nove colunas. Foi pela ocasião da grande peste de 1505, no reinado do Rei D. Manuel I.

No tempo do Arcebispo D. Gaspar de Bragança, irmão do Rei D. José, houve uma grande peste em Braga, no ano de 1770. Para tranquilizar os habitantes de Braga, mandou o Senhor Dom Gaspar que fosse conduzida para a catedral a devota imagem de São Sebastião e com ela se fizesse uma devota procissão, que teve lugar na tarde de 28 de Janeiro de 1770.

No fim do séc. XIX, foram feitas obras na Capela que incluíram, segundo se crê, um recuo do altar-mor e restauro das imagens.

Estamos no Séc. XXI e a Capela carecem de obras urgentes

Acerca do Santo

São Sebastião, pela nobreza do sangue e ainda mais pelo seu valor pessoal e pelo da família, foi escolhido, entre todos os oficiais do exército Romano, para o lugar de Capitão, da primeira coorte, por Diocleciano, imperador Romano e diabólico perseguidor dos Cristãos existentes no seu Império.

Vendo nesse cargo um meio providencial para ajudar com sua influência trabalho e bens os seus irmãos na fé martirizados por força das leis imperiais, aceitou o lugar.

Uma vez no exercício das funções não poupou as suas forças para com a devida prudência alertar os cristãos que vacilavam na fé e fortalecer com as suas ardentes exortações e admirável exemplo os que pareciam recear a violência dos tormentos.

Informado da fé que enriquecia a alma de São Sebastião e ainda do apostolado que exercia junto dos cristãos perseguidos, o Imperador Diocleciano, que conhecia o valor militar do Capitão da primeira coorte, usou todos os seus meios, desde as promessas aliciantes às ameaças e terror, para levar São Sebastião a afastar-se da Igreja de Cristo.

Firme na fé, São Sebastião preferiu perder o cargo, os bens e a própria vida, a ser infiel à doutrina do Evangelho, a cuja sombra entregou a alma ao Criador.

Chegados á Capela de São Sebastião tiramos a foto do grupo e logo entramos na Capela para assistir á celebração da Missa.

Mas nestes encontros nem tudo é contentamento. Por vezes nos esperam penosas surpresas. E passo a explicar:

Estou dentro da Capela de São Sebastião e vejo o Lino Cibrão a dirigir-se a uma Senhora e familiares, na Capela presentes, a expressar-lhes as sentidas condolências!

Pergunto: “O que se passa?”

Respondem: “Foi o Pereira que faleceu”.

Quais Pereira? O da Cónega?

Não, vê esta fotografia.

Logo um pesar me envolveu. O Pereira, companheiro que sempre participava no convívio, acompanhado continuamente com grande sorriso e enorme paixão, tinha falecido em Abril e, quem estava lá na Capela, era uma Senhora de luto, a Viúva, e filhos do Manuel Sousa Pereira.

Este Companheiro, que em Abril partiu para a derradeira viagem, veio comigo (e com o Guedes) do RAL 4 (Unidade Militar onde tiramos a especialidade de "Escriturário ou Amanuense") para nos apresentar no RI 8. Chegados ao RI 8, já noitinha, fomos mandados para a caserna da “Formação”. No dia seguinte, logo de manhã, aparece um ordenança que nos diz que temos de “ir lá abaixo” prestar provas. Sendo eu de Braga, “ir lá para baixo” queria dizer “ir para o DRM 8”.

Bem, lá fomos os três “lá para baixo” prestar provas. E afinal aonde fomos parar?

Ao B.M. Batalhão de Mobilização – Secção de Recrutamento!!!

Os companheiros amanuenses que lá estavam, já no términos do tempo do seu serviço militar, pedem-nos para fazer uma pequena prova de dactilografia e, talvez azar meu, fui o primeiro a prestar prova. Assento-me á frente de uma máquina de dactilografar, ponho os dedos a manobrar no teclado da máquina e, ainda não tinham passados dez segundos, logo avisam: “Meu Tenente (era o Tenente Freitas) pode mandar os outros embora pois já temos o que queríamos”. E PUMBA lá fiquei eu naquela Secção, que mais tarde viria a constatar, era daquelas onde o trabalho nunca faltava, e serviços de escala também não !

Mas o engraçado desta história depreende-se com o facto de o Pereira querer lá ficar, no B.M., (confidenciava-me que conhecia muito bem o Tenente Freitas) e não queria ir para o DRM8. Ainda, na minha frente, falou com o Tenente tentando fazer, a todo o custo, a troca comigo mas… quer o Tenente Freitas, quer o Sargento-Ajudante, quer os Companheiros no Batalhão de Mobilização, não deixaram concretizar a troca.

Tinha que deixar esta "memória" aqui expressa em homenagem do Companheiro Pereira. PAZ Á SUA ALMA.

A Missa foi celebrada pelo Senhor Padre Veloso e o Faria foi o "auxiliar".

Dentro da Capela., ao nosso lado direito, estava pendurado uma espécie de bidão que nos trazia alguma curiosidade. Interrogado o Faria (velho conhecido amigo) o que aquilo era, me informou: Chama-se "Rolo" e servia para aluminar as procissões no seu percurso. O interior do Rolo ainda contém centenas de metros de pavio enrolado (ver fotos) que seria desenrolado através das ruas por onde passava a procissão.

Finda a cerimónia foi então, como os Companheiro também o foram, para o aprazível repasto que iria ser servido no Restaurante "Abadia d'Este". Lá chegados deparamo-nos com um agradável e admirável espaço verde, com lindas e esplendorosas palmeiras e outras árvores.

No interior do Restaurante esperava-nos uma sala, isolada dos outros serviços prestados pela Casa, com agradável vista paisagística, onde todos sentimos a privacidade pretendida.

De imediato, e porque já passavam das 14 horas, começamos pelas entradas, bem quentinhas, muito saborosas.

O convívio estava no auge, sentia-se na cara dos presentes uma saudável satisfação por lá estarem. Por mim digo, É REALMENTE UM CONVÍVIO E PERAS. Sinto que sou um privilegiado em pertencer a este grupo de Companheiros. Bem-haja.

Voltando atrás, aos comes e bebes, o Restaurante "Abadia d´Este" não deixou ficar mal os organizadores deste encontro. Serviram com profissionalismo, rigor e grande qualidade.

Conforme a ementa previamente enviada aos convivas, náo faltaram as bebidas de aperitivo, os bolinhos de bacalhau, o chouriço assado em aguardente, o presunto laminado, e terrinas de barro que continham bem quentinhas a “mão de vaca c/ feijão branco” e a “carne de porco à alentejana”.

Os vinhos eram servidos conforme o gosto e o paladar de cada um. Eu fui no verde/branco da “Quinta do Salgueiró”, propriedade do Presidente da Câmara Municipal de Braga, o Eng. Mesquita Machado, que por sinal, também connosco prestou serviço militar no edificio do Comando do RI 8.

O dia já ia longo e somos servidos com umas boas “Papas de Sarrabulho” acompanhadas com os tradicionais rojões, tripa de porco frita, farinhote frito às rodelas, sangue de porco frito, fígado de porco frito e castanha frita.

E por falar em Papas de Sarrabulho todos devem saber que é um prato que demora muito tempo a preparar a sua confecção. Atentem só a receita para a confecção e preparação das “Papas de Sarrabulho à moda de Braga”:

PAPAS DE SARRABULHO À MODA DE BRAGA

As papas de sarrabulho são um prato de Inverno, por três motivos:

1º - A matança do porco para ser salgado e colocado em salgadeiras, agora substituídas por arcas;

2º - No Inverno não há varejas, moscas, ou o calor para as deteriorar;

3º - Trata-se de uma comida “pesada”, própria do Inverno e não do Verão, que deve ter sempre presente um vinho verde tinto.

PREPARAÇÃO PARA +/- 24 DOSES

- 1 Galinha, de preferência caseira; 1,750 Kg de carne da veia; 1 Kg de fressura de porco; 1 pernil fumado (ou osso velho da suã); 1 salpicão; 1 pedaço de presunto; ½ kg de toucinho magro; 1 chouriço de carne; 1 chouriço de sangue; três dúzias de trigos secos (+/- 4 dias); Alguns limões; Muitos cominhos; Sal e pimenta branca q.b.; Sangue de porco esfarelado, ao gosto de cada cozinheiro.

PREPARAÇÃO DA “BONECA COM ESPECIARIAS

3 cravinhos da Índia, pimenta preta/branca em grão, noz moscada, salsa, alho, loureiro e hortelã pimenta,

CONFECÇÃO DAS PAPAS DE SARRABULHO

Na véspera:

a) – Coloque numa panela todas as carnes, juntas com a “boneca”, deitando água até as cobrir e deixe cozer bem, até as mesmas ficarem aptas e desfiar;

b) – Desfie as carnes à mão, muito fininhas, e triture a fressura. Reserve os ossos, pele c/ alguma gordura da galinha para ferver com água para acrescentar às papas, se necessário. A água da cozedura é passada num coador, para retirar qualquer bocado de ossos;

c) – Corte os pães em pedaços muito pequenos.

NO DIA EM QUE FOREM SERVIDAS

a) – Põe-se a ferver a água que foi coada:

b) – Coloca-se o pão já partido e mexe-se com uma colher de pau;

e) – Junta-se as carnes desfiadas sem parar de mexer;

d) – Tempera-se com sal e rectifica-se com pimenta, se necessário.

e) – Deixa-se cozer +/- 1 hora até engrossar e mexa com um garfo de dentes compridos para não em borbotar;

f) – Quando focarem espessas deita-se o sangue da galinha, mexendo sempre e deixa-se ferver mais uns segundos.

NA MESA

Polvilhe as papas com bastantes cominhos e sumo de limão, a gosto de cada um.

ACOMPANHAMENTOS

As Papas de Sarrabulho à Moda de Braga devem ser sempre acompanhadas com:

Rojões à Moda do Minho;

Tripa de Porco frita;

Farinhote frito às rodelas;

Sangue de Porco frito;

Fígado de Porco frito.

Vinhos: Experimente acompanhar com o “Vinhão” vinho verde tinto de Ponte de Lima. Simplesmente soberbo.

A noite se aproximava e chegam aprazíveis e frescas sobremesas, como a salada de frutas, pudim caseiro, um lindo bolo de cerimónia e o respectivo Espumante natural, seguido de um bom café, quente, e para o acompanhar um Whisky, ou então um brandy “Macieira” ou “Croft”, Aguardente Velha ou o já tradicional e delicioso “Licor Beirão”.

Entretanto, como lembrança deste encontro, recebemos dos organizadores uma peça em “acrílico”, melhor dizendo, uma peça em Cristal, formato paralelepípedo, contendo no interior uma foto do Convento do Pópulo (antigo edifício do D.R.M. 8).

Lentamente, a sala ia esvaecendo-se há medida que os Companheiros se despediam um dos outros, sempre com aquela alegria no corpo e o pensamento na cabeça de que:

PARA O ANO ESTAREMOS TODOS JUNTOS NOVAMENTE

ASSIM DEUS O DESEJE

Bom Natal

Feliz e Próspero ano de 2011

Cheio de Saúde e Paz

Luís Massa (2 de Dezembro de 2010)